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Rapicare quer ser o SaaS dos suprimentos médicos

Rapicare quer ser o SaaS dos suprimentos médicos

Rapicare
Uso da plataforma

Há trocentas healthtechs tentando botar de pé o Ovo de Colombo: um plano de saúde mais barato e eficiente.

Mas a Rapicare não é dessas.

Fundada pouco antes da pandemia, a startup quer resolver outro problema da saúde: a ineficiência da cadeia de suprimentos médicos.

Pequenas clínicas e laboratórios costumam sofrer de duas formas na hora de comprar medicamentos, luvas e máscaras: além de pagar mais caro por não ter escala, não conseguem comprar tudo de um só fornecedor, e acabam gastando horas recebendo e pagando vendedores.

Agora, “a covid escancarou a fragilidade dessa cadeia,” Raphael Gordilho, o médico que cofundou a Rapicare, disse ao Brazil Journal. “Num mercado estável já é difícil para as PMEs. Na crise, elas não têm poder de barganha e sofrem com a falta de produtos. O preço também subiu muito porque boa parte dos insumos são importados.”

Para resolver o problema, a Rapicare criou uma plataforma que usa inteligência artificial para digitalizar o processo de cotação e compra dos suprimentos médicos. A plataforma também faz a gestão de toda a parte logística, permitindo que as clínicas recebam os produtos de forma eficiente. (Até hoje, boa parte dessas empresas faz isso na base do telefone e Excel.)

Em seis meses, a Rapicare já atende 47 clínicas e laboratórios (de 10 clientes), além de duas empresas de homecare com cerca de mil pacientes somados. Mais de 30 fornecedores estão plugados na plataforma.

A Rapicare acaba de levantar R$ 5 milhões em seed money com a Canary, a Norte Ventures, e cofundadores do iFood, da Creditas e da Loggi.

Gordilho já empreendeu antes. Junto com Vitor Asseituno (hoje à frente da Sami), fundou uma empresa de eventos médicos que depois foi vendida para a Informa Markets, uma gigante inglesa do setor.

Os outros fundadores são André Iaconelli, que trabalhou no Barclays e Citi e depois no Burger King na Europa; Enrique Garcia-Muniz, ex-executivo da GE Healthcare e da Honeywell; e Filipe Boldo, que fundou uma software house que atendia os principais veículos de comunicação do Sul.

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Apesar de intermediar as transações, a Rapicare quer se posicionar como uma empresa de SaaS — e não como marketplace.

Ela cobra uma assinatura mensal, que as clínicas e laboratórios pagam para ter acesso a plataforma. Depois, cobra uma taxa cada vez que elas fecham algum negócio dentro do ecossistema.

O modelo se assemelha ao da Bionexo, uma investida da Prisma Capital e Temasek que também opera num modelo de SaaS. A Bionexo cobra uma mensalidade das empresas e fornecedores que querem ter acesso a comunidade, oferecendo uma série de ferramentas de gestão adicionais. As clínicas e laboratórios podem escolher se querem fechar a compra dentro ou fora da plataforma.

“Fala-se muito em inflação médica, mas a menos que a gente transforme a forma como os produtos fluem no canal será difícil reduzir esses custos,” diz Iaconelli. “Queremos melhorar essa fluidez, dando a flexibilidade de um marketplace, mas fazendo isso com curadoria e tecnologia.”

Matéria originalmente publicada no Brazil Journal, em 16/07/20, por Pedro Arbex. Leia na origem.

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