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Startup cresce levando competitividade a pequenos empreendedores na saúde

Startup cresce levando competitividade a pequenos empreendedores na saúde

Rapicare
Sócios da startup Rapicare

A Rapicare assessora pequenos asilos, laboratórios e redes de clínicas a comprar suprimentos médicos. Tecnologia torna a aquisição mais econômica e profissional.

A pandemia colocou holofotes sobre o mercado das startups de saúde, ou healthtechs. Mas soluções para as inúmeras ineficiências do setor são criadas há anos. Esta pandemia apenas acelerou a adoção de suas soluções digitais.

É o caso da Rapicare, que ataca uma dor constante dos pequenos empreendedores na saúde: comprar suprimentos com bons fornecedores, gestão mais digital e logística de última milha. Depois de enfrentar o desabastecimento provocada pela pandemia, a healthtech estabilizou sua operação — e investe em desenvolvimento de produto para depois ensaiar sua escala.

Ideia de negócio: suprimentos convenientes

A Rapicare foi criada pelo investidor André Iaconelli, pelo especialista em inteligência artificial Enrique Garcia-Muniz, pelo desenvolvedor de software Filipe Boldo e pelo médico e empreendedor Raphael Gordilho.

Os empreendedores escutaram as dificuldades tanto das indústrias quanto dos pequenos empreendedores na saúde e viram que seus problemas giravam em torno da compra dos materiais certos, pelas melhores condições e com um registro digital do estoque.

“Existe uma assimetria em relação às grandes redes de saúde. Os estabelecimentos menores não têm poder de barganha para negociar valores e precisam cotar com diversos distribuidores até descobrir quem tem crédito, prazo e preço. Nós centralizamos esse processo”, diz Iaconelli.

A Rapicare foi criada em março de 2019. O negócio recebeu um aporte de US$ 1 milhão dos fundos Canary e Norte Ventures. Os recursos foram usados em desenvolvimento de produto.

“Atuamos com programação crítica, assim como negócios de aviação e petróleo. Se um estabelecimento de home care precisa entrar com um antibiótico, cada minuto atrasado na entrega prejudica a vida de uma pessoa”, diz Gordilho.

A empresa cliente acessa o site, monta sua cesta de compras e pode receber na casa do próprio paciente. A healthtech emite apenas um boleto e concentra os produtos de diferentes fornecedores em apenas uma entrega. O tempo gasto lidando com fornecedores se reduz em 80%, segundo a startup.

A Rapicare tem uma inteligência artificial própria para otimizar constantemente os preços dos suprimentos. Também fornece financiamento para que o negócio mantenha seu capital de giro. Ao mesmo tempo, os vendedores de suprimentos ganham um novo canal de vendas. Por fim, mais pessoas com quadros leves trocarem os cuidados dos hospitais pelos de uma clínica, um home care ou um serviço de telemedicina.

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A pandemia começou causando problemas para a Rapicare, com desabastecimento de insumos básicos de saúde e aumento de até seis vezes nos seus preços. Com o desabastecimento superado, a necessidade de digitalização impulsionou o crescimento da healthtech. Os produtos mais vendidos ainda são marcados pela pandemia: EPIs, luvas, máscaras, swabs e toucas.

Hoje, a Rapicare tem 17 clientes com 65 pontos de atendimento. Segundo a healthtech, existem no país mais de 20 mil laboratórios e 2 mil empresas de home care. Com ou sem pandemia, o mercado a explorar ainda é grande para a Rapicare.

Matéria originalmente publicada na Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios, em 27/07/20, por Mariana Fonseca. Leia na origem.

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